A Itália registrou, em 2024, o menor número de nascimentos de sua história recente. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat), a taxa média de fecundidade caiu para 1,18 filho por mulher, o valor mais baixo já observado no país.
De acordo com o relatório, foram 369.944 nascimentos no ano passado — uma queda de 2,6% em relação a 2023, quando houve 379.890 registros. A tendência de declínio é contínua: em 2008, foram mais de 576 mil nascimentos; em 2013, menos de 515 mil; e, em 2018, menos de 440 mil.
Os dados preliminares de 2025 reforçam o alerta. Entre janeiro e julho, foram registrados apenas 197.956 nascimentos, o que representa uma redução de 6,3% em comparação ao mesmo período de 2024.
O envelhecimento populacional também avança rapidamente. A idade média da população italiana chegou a 46,8 anos, e os maiores de 65 anos já representam 24,7% dos habitantes, segundo dados de 1º de janeiro de 2025.
Diante desse cenário, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni colocou o desafio demográfico entre as principais prioridades de sua agenda, buscando medidas para incentivar a natalidade e conter o envelhecimento da população.





