De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística italiano (Istat), o número de italianos com 100 anos ou mais atingiu 23.548 em 1º de janeiro de 2025, um aumento de mais de 2 mil pessoas em relação a 2024, quando havia 21.211 centenários.
Esse crescimento coloca o número de centenários mais do que o dobro em relação a 2009, quando eram 10.158 — um aumento de +130% em 16 anos.
Outro dado marcante é a predominância feminina: 82,6% das pessoas que chegaram aos 100 anos em 2025 são mulheres. Entre os “semi-supercentenários” (105 anos ou mais), são 724 pessoas, das quais 90,7% são mulheres. Também há 19 supercentenários (110 anos ou mais), sendo quase todos mulheres: apenas um é homem.
Quanto à distribuição geográfica, a província de Isernia (Molise) tem a maior densidade de centenários — 78,7 por 100 mil habitantes. Já entre os semi-supercentenários, a província de Nuoro (Sardenha) é a que mais se destaca. A Ligúria, por sua vez, é a região com a mais alta taxa de centenários relativa à população (59,4 por 100 mil) e ainda tem uma das populações mais envelhecidas do país.
Os especialistas apontam alguns fatores que favorecem essa longevidade: a dieta mediterrânea, os laços sociais fortes e um sistema de saúde bem estruturado.
No entanto, esse aumento na população muito idosa traz desafios para o país: a população da Itália está cada vez mais envelhecida, enquanto o número de nascimentos segue em queda, o que pressiona os sistemas de saúde e previdência.
Aline Moraes – Jornalista





